Melodia de um Coração Partido


Oh, belo e doce amor do meu viver, 

Que outrora me fez suspirar de prazer, 

Como uma rosa rara, encanto divino, 

Em teus braços, meu coração era tino.


Ah, lembrança d'alma, ilusão dourada, 

Que se foi como a brisa em madrugada, 

Relembrar-te é como voltar ao passado, 

Em que o amor florescia, entrelaçado.


Ermo está meu peito, desolado e triste, 

Nas sombras, sussurros, memórias persistem, 

Reminiscências de afagos e carícias, 

Oh, mancebo amor, por que te desvias?


Perambulo pelos campos da saudade, 

Onde outrora juntos trilhamos felicidade, 

Amor fulgente, ardente como chama, 

Hoje, apenas eco, um nome que clama.


Tu foste como um raio no céu sereno, 

Que rompeu os véus do mundo pequeno, 

Com teu olhar, conquistaste meu ser, 

E em meus versos, fui teu eterno mestre.



Mas eis que o destino, traiçoeiro amigo, 

Nos separou com seu ardil antigo, 

E, como um cântaro quebrado, disperso, 

Meu coração sangra, ex amor imerso.


Quisera eu resgatar o tempo perdido, 

Embarcar na nau da paixão, destemido, 

Retornar ao passado, àquela melodia, 

Em que éramos um só, em plena harmonia.


Ah, amor findado, vens à memória terna, 

Palavras arcaicas, sussurros na eterna, 

Meu coração te guarda em doce lembrança, 

Ex amor da minha vida, minha esperança.



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