Era Praia


Onde a alegria dançava livre e bela,
Hoje há lixo, desdém e alma que anela.
A Praia Grande, meu antigo lugar,
Parece um filme bem sombrio, bizar.

A areia, onde os sonhos se faziam,
É um campo de horrores com lixos que assustam.
Brincadeiras sumidas por restos de tudo,
A infância se perde num mar tão mudo.

O mar, que abraçava com carinho puro,
Rejeita — doente, imundo, escuro.
Visitantes fotografam, fogem do chão,
Fechando o nariz, vendo a devastação.

Cada onda traz o choro profundo,
“Quando vai parar?” — diz o oceano ao mundo.
As conchas em silêncio, a vida se esvai,

Na areia dobrada, a calmaria suplica.

Lembranças no sal não brotam mais,
Água impura, perigo que não finda.
Pequenos que nunca vão saber
Quão bom era o mar, sem tanto temer.

Mas ainda há chance, se a gente ousar.
Se o lixo some e a escolha mudar.
Mãos que limpam, atos que saram,
Um jeito de a terra pura salvarem.

Oh, Praia Grande, és grande até demais
Pra morrer pelos rastros que tu faz.
Que a gente acorde, que a briga se alastre,

Para que o mar volte a ser nosso top cenário de sempre.

Poeta Jovem Barueri - Vinícius Silvério Muniz da Silva - 20/05/2025 - Domingo 23:02

Comentários

Postagens mais visitadas