Vão Juramento


Na praça onde o visgo da astúcia se esconde,
Muitas vezes o vulto d'alguém se desmancha.
Diz-se um "conte comigo" de brio e de banda,
Mas n'alma o que habita é a farsa e a manha.

Oh, quantos juram valia e amparo na lide,
E prometem curar toda chaga e tormento!
Mas fenece a promessa qual folha caçula,
Levada depressa por leve e vã vento.
Não creias decerto em toda palavra polida,
Pois falsas promessas já medram sem conta.

O falso amigo agrada com dita fingida,
Mas quando a tormenta desponta, ele desmonta.

Poeta Jovem Barueri 
Vinícius Silvério Muniz da Silva 
Dom, 23/Ago, 2026 - 17:43

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