Do Exílio da Alma e da Busca de Mim Mesmo


Epístola aos Leitores

Amados e dilectos leitores,

Venho por estas mal traçadas linhas dar-vos ciência da razão de meu súbito silêncio. Não cuideis vós que vos esqueci, antes, travo renhida peleja dentro de meu peito, buscando reaver-me de dores que dia após dia me consomem a alma e me tolhem o espírito.

Ando em demanda de mim mesmo, como quem se perde em vasto bosque sem ver claridade alguma. É mister que me recolha, que mergulhe nas entranhas de meu ser, para quiçá achar lume que guie meus passos de volta ao verbo e à inspiração.

Não se trata, contudo, de despedida derradeira, senão de pausa forçosa, necessária ao soerguimento de meu ânimo. Rogo a vós paciência e benevolência, até que eu possa regressar renovado, trazendo não apenas letras, mas essência rediviva.

Ficai certos de que vossa lembrança me sustém no meio da tormenta.

Com fé e esperança,
Vinícius Silvério Muniz da Silva

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